A fuga de Flávio Bolsonaro, agora nos Estados Unidos, gerou incertezas entre os aliados do PL, que buscam definir os próximos passos da família Bolsonaro e a estratégia do partido em Brasília. A ausência de Flávio dificulta as negociações internas, enquanto a bancada do PL tenta reorganizar-se e proteger o capital político estimado em quase 60 milhões de votos. Em meio a isso, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, destaca a necessidade de “tocar o partido para frente” e a presença de uma ala que busca moderação em contraste com a carta golpista de Flávio.A próxima reunião do partido, marcada para a semana seguinte, deverá esclarecer a posição dos parlamentares. O cenário ainda deixa em aberto a possibilidade de Rogério Marinho assumir a presidência do Senado, enfrentando a concorrência interna de Tereza Cristina, senadora interessada na mesma cadeira. Enquanto isso, o PL precisa evitar que a crise da família Bolsonaro afete outras articulações, sobretudo as negociações de comando nas duas Casas.A situação também envolve questionamentos sobre a carta golpista que Flávio divulgou, sendo alvo de críticas e explicações nas redes sociais. No âmbito internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou as eleições brasileiras, mas parece cauteloso em reconhecer Flávio como presidente legítimo.