Na reta final do segundo turno presidencial, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) buscam romper as bolhas eleitorais, aproximando-se de segmentos que historicamente não se alinham com suas candidaturas. Flávio procura apoio de integrantes da população LGBT+, mulheres e artistas, enquanto Lula reúne antigos adversários políticos e personalidades da centro-direita.Entre os apoiadores de Flávio destaca-se o influenciador Rico Melquiades, que em vídeo garantiu que, se eleito, manteria os direitos dos homossexuais. Também participaram perfis como Gays com Lucidez e Trans de Direita. A candidata Regina Duarte e cantores Amado Batista e Zezé Di Camargo deram apoio, buscando atrair mulheres conservadoras.Lula, por sua vez, contou com 15 personalidades, incluindo jurista Miguel Reale Júnior, ex‑ministro da Justiça e ex‑ministro da Receita, que defenderam a reeleição do presidente como alternativa à candidatura bolsonarista. Entre os signatários estão Aloysio Nunes Ferreira, José Carlos Dias e o economista Eduardo Giannetti.Apesar de alguns antigos aliados de Bolsonaro, como Abraham Weintraub, optarem por não votar, outros, como ex‑deputada Joice Hasselmann, anunciaram apoio a Lula, mostrando que a disputa transcende alinhamentos partidários.