O colapso do Ueno Bank, que detinha cerca de 10% dos depósitos do sistema bancário local e 3,6 milhões de clientes, gerou decepção no empresariado brasileiro que tinha apostado no Paraguai como ambiente pró‑negócios.Santiago Peña, presidente paraguaio, renunciou junto ao presidente do Banco Central, Carlos Carvallo Spalding, enquanto o Congresso debatia um processo de impeachment. A crise, causada por uma simulação de venda de carteiras de crédito no valor de US$ 74,4 milhões, não afetou diretamente empresas brasileiras, mas gerou incertezas operacionais.O Banco Central do Paraguai descreveu o evento como pontual, afirmando que o sistema financeiro permanece sólido. Especialistas avaliam riscos sistêmicos ao empresariado brasileiro como baixos, embora apontem possíveis dificuldades em transferências eletrônicas e folha de pagamento.Enquanto isso, o empresariado brasileiro continua monitorando a situação, mas não indica abandono das operações no Paraguai, aguardando decisões e punições para os responsáveis.