Flávio Bolsonaro, senador do PL, está sob investigação no STF por supostos crimes financeiros, incluindo irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro e lavagem de dinheiro em casas de apostas. A investigação sobre o filme, relatada pelo ministro André Mendonça, apura repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção. Outra apuração, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, investiga se o senador teria usado uma casa de apostas de Willer Tomaz, advogado e amigo, para lavar dinheiro. A Polícia Federal quebrou o sigilo telemático de Tomaz e encontrou e-mails que apontam vínculo de controle entre Tomaz e a Rede Loto, primeira empresa autorizada pela Loterj a operar apostas esportivas. Apesar do mandato de Flávio terminar em 2027, o STF determinou que o foro permanece, pois os supostos crimes teriam sido praticados durante o exercício do cargo. Além disso, o senador responde a um inquérito por crime de calúnia contra Lula, após postagens no X em 3 de janeiro de 2026, nas quais atribuiu crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ao ex-presidente. A PF cancelou o depoimento do senador em julho, após a apresentação de esclarecimentos pelos advogados.