O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que colocar em vigor a reforma tributária aprovada em 2026 antes que o novo ano e o quarto governo comecem, com a entrada em funcionamento do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e do chamado "imposto do pecado" em 2027, embora a alíquota dos tributos ainda não tenha sido definida.O empresariado, que já sentiu as primeiras cobranças no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda, permanece cauteloso diante das dúvidas da reforma, que ainda não tem todos os detalhes completos. A expectativa é de que a reforma avance no governo federal e no Senado, com o envio de uma medida provisória para regular o imposto seletivo e a definição das alíquotas do IVA Dual.Nos últimos meses, os principais setores da economia tentaram dialogar com a Fazenda em busca de manter a carga tributária. Até agora, as discussões indicam que a alíquota de 0,25% para o imposto do pecado e 28% para o IVA poderiam ser mantidas, mas não há avanços definitivos.Além disso, Lula deverá regulamentar o cashback, devolvendo impostos para famílias de baixa renda, e a CBS, que unirá PIS e Cofins, entrará em funcionamento em janeiro. O IBS, que juntará ICMS e ISS, será implementado gradualmente a partir de 2027, com alíquota de 0,1% em 2027.