Na última terça-feira, a Advocacia-Geral da União entrou com quatro processos na Justiça Federal, com o objetivo de recuperar R$ 190,3 milhões em bens vinculados a investigações sobre organizações criminosas, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e um integrante do Comando Vermelho (CV). As ações, baseadas na Lei Antifacção (nº 15.358/2026), buscam a perda civil de ativos de origem ilícita, mesmo sem condenação criminal, visando reduzir a capacidade financeira das facções.Três dos processos envolvem 87 réus e têm como alvo aproximadamente R$ 82 milhões, relacionados a contrabando de cigarros do Paraguai e agrotóxicos proibidos. A quarta ação, oriunda da Operação Hinterland, estima R$ 108,2 milhões e tem como foco tráfico internacional de cocaína para a Europa e lavagem de dinheiro. A AGU contou com informações de ministérios e do Laboratório de Recuperação de Ativos para identificar bens, empresas e terceiros envolvidos.Essas medidas complementam as investigações criminais, bloqueando patrimônio e impedindo a continuidade das atividades ilícitas. Se aprovadas, as ações permitirão a destinação dos bens conforme a legislação, mitigando os impactos sociais e econômicos do contrabando, tráfico e lavagem de dinheiro.