O Comitê de Supervisão da Meta, órgão independente que avalia a moderação da empresa, divulgou em 20 de outubro que identificou falhas recorrentes nas regras eleitorais aplicadas durante as eleições do Brasil e dos Estados Unidos. Segundo a nota, restrições técnicas prejudicaram perfis ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerando reclamações de interferência eleitoral. O conselho ressaltou que, em momentos de alta tensão política, a moderação tende a ser excessiva e insuficiente, comprometendo a liberdade de expressão e a integridade do pleito. Para corrigir a situação, o comitê solicitou à Meta a criação de métricas públicas de avaliação da eficácia das políticas de moderação, além de encaminhar casos de falha para especialistas.A Meta, por sua vez, contestou o parecer, afirmando que cumpriu todas as determinações e pediu o afastamento da multa diária, alegando boa-fé e cumprimento demonstrado. A empresa também propôs uma reunião com o gabinete do ministro para esclarecer relatórios e aspectos técnicos. O órgão de supervisão, criado em 2020, reúne jornalistas, ativistas, legisladores e especialistas para avaliar se as decisões de remoção ou manutenção de conteúdo estão em conformidade com as políticas da plataforma e os valores humanos.