O Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 13,75% após a ausência de orientações claras sobre o equilíbrio fiscal para o próximo mandato, disse a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória. Segundo a avaliação, a incerteza decorre do desconhecimento de como estarão as contas públicas em 2027, fator que impediu mudanças na Selic. A economia brasileira tem visto um crescimento de gastos acima da inflação, com projeções de mais de 6% ao ano, o que preocupa o mercado com pressões inflacionárias. Violações de choques inflacionários, como aumento do IVA e efeitos do El Niño, podem elevar a inflação ao longo de 2027, segundo a economista. Por fim, a falta de diretrizes fiscais deixa o Banco Central em dúvida, levando-o a aguardar decisões antes de alterar a política monetária.