Na segunda-feira, 19 de outubro, a Força Aérea de Israel realizou um exercício militar a mais de 1.280 quilômetros de fronteira iraniana, envolvendo dezenas de caças e aeronaves de reabastecimento. A rota seguida atravessou o espaço aéreo da Síria e do Iraque, compatível com um possível ataque ao Irã, antes de retornar a Israel.A operação, prevista e notificada aos Estados Unidos, foi classificada como treinamento de projeção de poder, com o objetivo declarado de impedir que o Irã lançasse ataques antes das eleições parlamentares israelenses, programadas para 27 de outubro. Autoridades americanas e israelenses afirmaram que a missão não era incomum, mas alertaram para o risco de escalada caso um erro de cálculo ocorresse.O exercício ocorreu em um momento delicado da guerra no Oriente Médio, enquanto a navegação no Estreito de Ormuz permanece restrita e o preço do combustível continua elevado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que não atacará o Irã até as eleições de meio de mandato em 3 de novembro, sugerindo que o conflito pode se acalmar após essa data.