Lula, candidato à reeleição, propõe reforçar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e reduzir a jornada semanal para 40 horas, além de regulamentar o trabalho por aplicativos e combater a pejotização.Flávio Bolsonaro, do PL, defende ampliar a liberdade de negociação entre trabalhadores e empregadores, mantendo os direitos existentes, mas flexibilizando jornadas e favorecendo contratos por hora.A discussão foi intensificada pelo recente fim da escala 6x1 e pelo crescimento de contratações por aplicativos e microempreendedores, que exigem novas regras de proteção social.Especialistas argumentam que a falta de regulação pode levar à sobrecarga e autoexploração, enquanto a CLT ainda garante benefícios como férias, 13º salário, FGTS e licença-maternidade.O debate também destaca a necessidade de adaptar a legislação trabalhista às transformações tecnológicas e à crescente demanda por autonomia profissional.A CLT, criada em 1943, tem sido alvo de críticas por não acompanhar as mudanças do mercado, especialmente no setor de serviços e nas plataformas digitais.Ambos os candidatos afirmam que a proteção dos trabalhadores deve acompanhar as novas formas de ocupação, embora com abordagens distintas sobre a extensão da regulação estatal.