MPF denuncia resposta genérica da Meta e amplia exigências sobre bloqueios durante eleição
Publicado em: 21/10/2026 22:48 · Atualizado em: 21/10/2026 22:48
Por: Rádio Arapiraca News · Fonte/créditos: CNN Brasil | Crédito da imagem: Ilustração com logotipo da Meta impresso em 3D • 20 de julho de 2026REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
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O Ministério Público Federal considera as respostas da Meta insuficientes e exige maior transparência e revisão humana nas sanções de conteúdo.
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O Ministério Público Federal (MPF) avaliou as respostas da Meta, administradora do Facebook, Instagram e WhatsApp, e concluiu que elas eram genéricas e insuficientes em relação às recomendações de transparência e proteção à liberdade de expressão durante o período eleitoral.A recomendação, emitida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão em 21 de outubro de 2026, pede que a Meta suspenda a remoção automática de publicações e contas sem base jurídica ou contratual específica, com prazo de 48 horas para responder e de 30 dias para apresentar relatório final. Além disso, o MPF ajuizou ação civil pública para impedir bloqueios arbitrários.Segundo o órgão, a Meta bloqueou 206.910 itens entre 1º e 5 de outubro, alegando aplicação do período de silêncio eleitoral e detecção de inteligência artificial em conteúdos políticos. No entanto, o MPF alega que a maioria desses bloqueios carecia de justificativa individualizada e foi classificada em categorias graves como terrorismo e exploração sexual infantil de forma indevida.O MPF exigiu que a Meta direcione recursos técnicos e humanos para ajustar a moderação, garantindo revisão humana obrigatória de postagens que contenham termos relacionados a manifestações, passeatas e marchas, bem como aplicação isonômica de critérios sem distinção ideológica. A plataforma deve também comunicar individualmente cada usuário afetado sobre os motivos e duração das sanções.

