Risco-país argentino atinge 700 pontos enquanto dívida de 2027 entra em foco
Publicado em: 22/10/2026 06:00 · Atualizado em: 22/10/2026 06:00
Por: Rádio Arapiraca News · Fonte/créditos: CNN Brasil | Crédito da imagem: Presidente argentino Javier Milei, em Buenos Aires • 27/01/2025 - REUTERS/Agustin Marcarian
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A Argentina registra o maior risco-país em um ano, com preocupação crescente sobre a dívida de 2027 e a capacidade política do presidente Milei.
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O risco-país da Argentina voltou a ultrapassar os 700 pontos nesta semana, atingindo o nível mais alto em cerca de um ano. A elevação reflete uma combinação de fatores externos, como a elevação das taxas norte‑americanas e o fortalecimento do dólar, que afetam intensamente os mercados emergentes, e fatores internos, incluindo fluxos de saída de tesourarias que vendem títulos soberanos para remessas ao exterior.Segundo Daniel Marcatto, analista da Exploritas, a Argentina possui mais de US$ 30 bilhões em principal e juros a vencer em 2027, ano de eleição presidencial. Embora o país mantenha pouco mais de US$ 50 bilhões em reservas, parte dessas obrigações pode ser refinanciada, mas a alta recente no risco-país não se explica apenas pela dívida.O economista Fábio Giambiagi observa que os investidores superestimaram a capacidade de recuperação da economia argentina. Enquanto o REM apontava crescimento de 3,7 % em 2026, as projeções recentes reduzem o PIB a 1,5 % e a inflação a 30 % em dezembro. A instabilidade política, marcada por comentários controversos do presidente Milei e pela queda em sua popularidade, aumenta a incerteza sobre a continuidade de seu programa econômico.

