O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, negou apoio a medida que visava suspender canais políticos no WhatsApp com mais de 200 mil seguidores durante o período de 48 horas antes da votação e 24 horas depois, conforme discutido em 20 de outubro.A proposta, elaborada pelo ministro André Mendonça, argumentava que a janela pré e pós-eleição apresentava maior risco de danos irreversíveis à formação livre da vontade dos eleitores. Nunes Marques se posicionou contra alterações nas regras eleitorais às vésperas da votação.Na mesma semana, a campanha de Lula ingressou com mandado de segurança no TSE para contestar decisões que afetaram o canal “Exército do Lula”. A defesa alegou que o presidente do TSE extrapolou seus poderes ao suspender a ferramenta, enquanto o corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva anulou a suspensão em 11 de outubro, questionando a competência administrativa do presidente.O ministro Nunes Marques manteve decisões restritivas sobre o canal, citando falta de comunicação formal do endereço eletrônico à Justiça Eleitoral, mas posteriormente revogou a suspensão em 14 de outubro, antes do prazo de 48 horas.A campanha de Lula reclama de que as decisões do presidente do TSE impuseram sanções e responsabilizaram a campanha sem a devida escuta dos candidatos ou coligação.