Às vésperas das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro chegou a Miami com autorização temporária concedida por ordem de Donald Trump, utilizando um jato particular providenciado por um funcionário da Casa Branca. A viagem, em 28 de outubro, contou com a presença da esposa e das duas filhas, que foram liberadas pelos agentes de fronteira sob o regime de parole, previsto para casos de urgência humanitária ou benefício público significativo. Na rede social, integrantes do Partido Democrata questionaram a concessão de visto ao senador e o possível uso de dinheiro público para custear a ida, acusando Trump de “acolher” um estrangeiro sob investigação criminal. O senador e a família foram alvo de críticas de deputados democratas como Shri Thanedar, Joaquin Castro e Jim McGovern, que pediram explicações ao governo Trump e acusaram a ida de um ato conspiratório com Marco Rubio. O professor e diplomata Paulo Roberto de Almeida ressaltou que apenas o Executivo pode determinar ações de asilo, deportação ou acolhimento, enquanto o Congresso pode apenas fazer moções de repúdio. Em 3 de novembro, os americanos votarão nas chamadas midterms, que definirão quem comporá o Congresso nos próximos anos.