Grupos de brasileiros no Paraguai alertam sobre crise do Ueno e realidades de vida
Publicado em: 07/11/2026 08:00 · Atualizado em: 07/11/2026 08:00
Por: Rádio Arapiraca News · Fonte/créditos: G1 Brasil | Crédito da imagem: 1 de 2 Bandeiras do Paraguai são penduradas na fiação elétrica de via da capital Assunção, no dia 5 de novembro de 2026 — Foto: Cesar Olmedo/Reuters
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Membros de comunidades virtuais discutem perdas financeiras, dificuldades de emprego e diferenças entre a vida no Paraguai e o modelo CLT brasileiro.
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Grupos de brasileiros no Paraguai, com quase 90 mil membros no Facebook, se tornaram redes de apoio e alerta após a quebra do banco Ueno e o iminente impeachment do presidente Santiago Peña, previsto para sexta‑feira (6). Os integrantes compararam a crise ao confisco de poupança no Brasil e destacaram que, para quem chega sonhando com a mudança, o país “não é pra CLT”.A médica brasileira Katrye Lucena, de 27 anos, teve seu salário de outubro retido pelo banco Ueno, enquanto outros usuários relatam dificuldades em conseguir empregos formais e burocracia migratória. Em paralelo, o número de autorizações de residência para brasileiros subiu de 10 mil em 2020 para 23,5 mil em 2025, refletindo o aumento do interesse após as eleições de outubro de 2026.Os grupos também funcionam como espaços de troca de conselhos sobre custo de vida, oportunidades de negócio e logística cotidiana, como encontrar açougues confiáveis. Usuários alertam contra o chamado “KIT ILUSÃO” vendido na internet e recomendam cautela ao planejar a mudança para o país.Além de discutir a crise, os membros compartilham experiências de vida no Paraguai, ressaltando a diferença entre a realidade de trabalho e as expectativas dos recém‑chegados, e reforçam que a vida lá exige mais resiliência e improvisação do que o modelo de emprego formal brasileiro.

