Grupos de brasileiros no Paraguai, com quase 90 mil membros no Facebook, se tornaram redes de apoio e alerta após a quebra do banco Ueno e o iminente impeachment do presidente Santiago Peña, previsto para sexta‑feira (6). Os integrantes compararam a crise ao confisco de poupança no Brasil e destacaram que, para quem chega sonhando com a mudança, o país “não é pra CLT”.A médica brasileira Katrye Lucena, de 27 anos, teve seu salário de outubro retido pelo banco Ueno, enquanto outros usuários relatam dificuldades em conseguir empregos formais e burocracia migratória. Em paralelo, o número de autorizações de residência para brasileiros subiu de 10 mil em 2020 para 23,5 mil em 2025, refletindo o aumento do interesse após as eleições de outubro de 2026.Os grupos também funcionam como espaços de troca de conselhos sobre custo de vida, oportunidades de negócio e logística cotidiana, como encontrar açougues confiáveis. Usuários alertam contra o chamado “KIT ILUSÃO” vendido na internet e recomendam cautela ao planejar a mudança para o país.Além de discutir a crise, os membros compartilham experiências de vida no Paraguai, ressaltando a diferença entre a realidade de trabalho e as expectativas dos recém‑chegados, e reforçam que a vida lá exige mais resiliência e improvisação do que o modelo de emprego formal brasileiro.