Quase uma semana após a declaração do TSE de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o partido Novo, liderado por Eduardo Ribeiro, afirmou que não reconhece a reeleição, questionando o resultado e alegando uso da máquina pública e do STF, em referência à decisão do ministro Cristiano Zanin que prorrogar o prazo de votação até às 19h. Ribeiro ressaltou que o partido tem três ações judiciais contra a chapa Lula‑Alckmin, ajuizadas antes da eleição, e que a postura permanece coerente. O Novo, que já reconheceu a vitória de 27 partidos, não se manifestou sobre a carta golpista de Flávio Bolsonaro, que fugiu ao Brasil e se autoproclamou presidente eleito. O partido afirmou que continuará sem reconhecer o resultado, mas está de portas abertas a quadros que compartilhem sua visão de direita liberal e conservadora.O presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques, defendia que a Justiça Eleitoral garantiu a segurança e normalidade do pleito, enquanto Flávio Bolsonaro, após a fuga aos Estados Unidos, acusou suposta fraude e pediu anulação da votação. O Novo enfatizou que sua posição é estratégica para evitar entrar em disputas internas da direita, mantendo foco em seu próprio discurso e em receber integrantes que se identifiquem com suas linhas ideológicas.