O PL confirmou que vai sustentar a reeleição de Hugo Motta à presidência da Câmara dos Deputados, mas pretende ter um representante para comandar o Senado, defendendo a indicação de Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte. A estratégia visa evitar que, apesar de ser o partido com maior bancada de deputados, o PL fique isolado na distribuição de comissões, especialmente na Comissão de Constituição e Justiça, que o deputado Nikolas Ferreira almeja presidir. A decisão foi discutida em reunião marcada para a terça-feira (3) às 18h, com a participação de representantes de 15 partidos, entre eles o PT, que já confirmou apoio a Motta. Enquanto isso, no Senado, o PL enfrenta um cenário mais complexo, pois a composição dos blocos partidários costuma ser definida após a eleição da Mesa Diretora, dificultando a pressão para garantir a posição de Marinho. No entanto, o senador Flávio Bolsonaro já sinalizou a intenção de apoiar Marinho na disputa pela presidência senatorial. O PL também continua engajado em discussões sobre impeachment de ministros do STF, embora a viabilidade política desse caminho seja questionável, dada a necessidade de 54 votos para aprovação. O futuro do Judiciário, com potenciais indicações de Lula a cargos de ministros, acrescenta uma dimensão ainda mais ampla à disputa política em curso.