No dia 6 de novembro, Pedro Alliana tomou posse como presidente do Paraguai na noite de sexta-feira, pouco depois do Senado paraguaio aprovar o impeachment de Santiago Peña. A votação contou com 44 votos a favor e uma abstenção. A Câmara dos Deputados já havia aprovado a destituição de Peña na quinta-feira anterior. A crise que levou ao impeachment teve origem no fechamento do banco Ueno, de propriedade do Grupo Vázquez, que encerrou suas atividades em 3 de novembro, após o Banco Central iniciar seu processo de liquidação.Peña, que assumiu o governo em 2023, era acionista do grupo até março do ano passado. O banco detinha cerca de 3 milhões de clientes e US$ 850 milhões em depósitos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. A oposição acusou o presidente de conflito de interesses, manipulação regulatória e desvio de recursos previdenciários.Alliana, 52 anos, tem ampla trajetória política: foi governador de Ñeembucú, deputado e presidente da Câmara, além de liderar o Partido Colorado. Ele confirmou sua pré‑candidatura à presidência para 2028, com apoio de Horacio Cartes e de Santiago Peña.